terça-feira, 6 de maio de 2025

SILVA NA TRILHA - PÃO DE LOTH COM A UMP & UPA

Estamos de volta! 

Depois de um bom tempo com planejamentos não realizados, novos direcionamentos na vida, novos grupos se formando e uma presença maior que nos guia trouxe a oportunidade de reviver experiências e compartilhar o que aprendemos com uma nova geração. Após 15 anos, um novo grupo de jovens aviva a vontade pelas trilhas, conhecer nossas montanhas e ter mais contato com a natureza. E a data escolhida foi 01 de maio de 2025, aproveitando o feriado do dia do trabalho.

Um dia para novas aventuras, mudança completa do dia a dia, mas mantendo a essência do contato com Deus, o grupo de jovens da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim, aqui de Curitiba, coloca o velho Gandalf de volta aos caminhos de nossa Mata Atlântica, no primeiro “Silva na Trilha”. O projeto vinha em planos há algum tempo, mas meu encontro com essa comunidade, agora como membro, permitiu a centelha que faltava para queima o fogo da aventura no meio dos jovens cristãos, das sociedades internas UMP (União da Mocidade Presbiteriana) e UPA (União Presbiteriana de Adolescentes).

Para começar uma parceria que promete ser longa, o primeiro desafio escolhido foi o Pão de Loth. Todos muito empolgadas, reunimos um grupo de 17 pessoas, a grande maioria saido da Igreja, na Silva Jardim, e nos encontrando com os demais já no posto do IAT no início do Caminho do Itupava. Chegamos lá por volta das 08h20 e já deu para notar a grande diferença. Primeiro com a estrutura: agora temos um novo posto do IAT, praticamente pronto, com banheiros e uma nova estrutura para receber turistas. O velho trailer está parado ainda por ali, mas sem uso. Um novo posto ainda improvisado, conta com o pessoal que recebe as informações dos visitantes através de um QRCode que encaminha para um formulário digital online.

O totem de concreto do Caminho do Itupava trocou de lugar. Há muito mais espaço para estacionamento. Porém, esse espaço já está pequeno porque a multidão de visitantes era incontável. Pela segunda vez, dessas últimas, um feriado mostrou que muitas pessoas começaram a curtir aventuras em caminhas em nossas montanhas. Mas, diferente do que acontecia há poucos anos, as trilhas estavam impressionantemente limpas, localizamos 2 ou três pontos onde achamos um papel de chocolate ou plástico. Parabéns à essa nova “tribo” consciente!

Começamos a subida às 08h42, a mata está mais fechada do que antes costumava estar. Os pontos de intersecção estão bem marcados com placas indicativas, como o início da trilha do Anhangabaú, depois a entrada para cachoeira, agora apenas um pequeno escorrido pelas pedras, depois o início da descida que indica o Caminho do Itupava e o Pão de Loth. Aos exatos 2km de trilha iniciamos a subida propriamente dita. Os pontos que eram um pouco complicados agora conta com degraus de ferro cravados nas pedras e algumas cordas também. O alto trânsito de pessoas no dia deixou a trilha pisada bem enlameada com a umidade noturna natural.

Demoramos um bom tempo para alcançar o cume, pois alguns pontos críticos de pedra afunilavam a turma que devia com a subida. Claro, a prioridade para quem decida para justamente haver mais espaço para quem subia. O público feminino parecia prevalecer sobre quem passava, turistas de outras línguas também passaram por nós. O que ajudou na organização de nossa turma foi o uso de rádio amador no abre-trilha e no fecha-trilha, dita do a cadência com base naqueles que precisavam descansar mais. Mas o ritmo lento não foi um problema e rápida ente se tornou um motivo a mais para curtir todo o visual em volta e foi muito gratificante ver essa nova geração de jovens se conectando com o ambiente natural ao seu redor.

Ao finalmente chegarmos no primeiro cume, da direção Leste, o sol não era forte graças a quantidade de nuvens presente. O cume do Anhangava estava à vista, assim como a baia de Antonina e a baia de Paranaguá, mas as nuvens não deram trégua e cobriram o tempo em que lá estivemos o cume do Marumbi e também o conjunto da serra do Ibitiraquire, onde fica o Pico Paraná. Todos aproveitaram para devorar seus lanches, inclusive eu, o que não era comum nas minhas trilhas anteriores. Muitas fotos foram tiradas por todos e o sinal de cansaço não se fazia presente. A satisfação da conquista era maior! Terminado o lanche seguimos para o cume mais alto, à Oeste e lá, mais fotos agora com Curitiba ao fundo, aumentaram o número do acervo tirado. Concluímos nosso momento lá no alto, tivemos uma palavra lida e oração feita pelo nosso querido Pastor Renato, onde todos demos tiraram a profunda gratidão pelo momento proporcionado por nossa amado Deus para todos nosso grupo. Alguns pela primeira vez, outros retomando o sentimento incrível que a trilha nos proporciona.

A descida já se iniciou após o meio dia, prontos para encarar mais uma possível fila na descida. Mas o horário acabou nos favorecendo e o ritmo foi mais “normal”, ditado pelo nosso próprio ritmo e nossa aventura contou ainda com uma passagem relâmpago pela cachoeira quase seca do Anhangava, frustrando um pouco nossos jovens que queria ter um contato com a água gelada de nossas montanhas. Ficou para a próxima.

Finalizamos a trilha após 6h46 minutos de caminhada, entre paradas e trekking. Todos com uma satisfação imensa pelo desafio conquistado e, de forma unânime já querendo saber qual será nosso próximo destino! Maravilha, graças ao Pai pela oportunidade de retomar as trilhas, com propósito ainda melhor e gratificante, na certeza, voltamos muito em breve!


Salmos 24:3-4:

"Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente." 

Gandalf

Minhocas Uh Ha Ha!!

quinta-feira, 17 de abril de 2025

SILVA NA TRILHA & MINHOCAS DA TERRA NO PÃO DE LOTH

 


"Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor"
Provérbios 19:21

Silva na Trilha ⛰
Vem com a gente no 1° Silva na Trilha!
Data: 01/05
Horário: 07h00 (saída da igreja)
Destino: Morro Pão de Lóth (Caminho do Itupava)
Atividade da UMP e UPH aberta para todos — moças e rapazes!
Vamos nos reunir na igreja e seguir juntos para essa aventura.




domingo, 23 de abril de 2023

PICO CARATUVA - RETORNANDO À ATIVA!!

 O contato de um velho amigo da época do quartel me surpreendeu de forma muito positiva. Um convite a remexer as experiências nas montanhas através de um pedido de dicas para uma possível aventura no sábado de feriado prolongado de Tiradentes. Claro que prontamente me ofereci para prestar as informações que precisava, mas também me escalei para participar! E com o passar dos dias vários compromissos retiraram dos planos os amigos dele que estavam escalados e apesar de ter ficado sozinho, manteve o calendário graças a minha oferta de ser o guia. Então, nos combinados e fomos os dois, aproveitando para colocar o papo em dia.

Fiz contato coma Fazenda Pico Paraná, e Dilson (contato ao final do poste) me passou todas as diretrizes atualizadas, da disponibilidade de acesso 24h, porém com taxa um pouco maior para entrada das à noite, das 18h às 06h, o que concordo como justo, as regras para cadastramento para o monitoramento das pessoas que acessam as montanhas da região e os itens que são ofertados pela estrutura da Fazenda, como área de camping, banheiros, lanches e bebidas.

Combinamos a saída às 5h e rumamos pela 116 até a entrada discreta da estrada de chão, imediatamente antes da ponte sobre o rio Tucum, no km 46 Sul, logo após a placa que indica a passagem pela ponte. São mais 5,4 km pela Estrada do Barro Branco até o estacionamento da Fazenda Pico Paraná. A estrutura continua ótima.

Nos deparamos com estacionamentos lotados, muita gente mesmo aproveito o feriado para conhecer a região. Dos vários contatos que fizemos pelo caminho, a grande maioria era de fora, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. De Santa Catarina, inclusive, tivemos o prazer de conhecer o grupo Trilha Pega Leve, que fazia imagens com seu drone, um grupo bem animado. A subida se iniciou pouco antes das 07h da matina. A expectativa era alcançar o cume em até 3h30 minutos, mas os dois cinquentões mostraram que estavam em ótima forma!

Paramos na primeira pedra do mirante, no início do morro do Getúlio, para tirar as primeiras fotos e mostrar a vista para meu amigo Fabrício, lhe dando uma noção do que esperar, já que essa era sua primeira experiência no trekking. Nesse primeiro trecho, a mata fechada ainda estava fria, mas pelo nosso ritmo, já subiu a temperatura e tiramos os casacos. Mochilas a postos, retomamos a subida. O clima estava ameno, com um bom grau de umidade suficiente para deixar alguns pontos bem encharcados e, consequentemente, muita lama. O trânsito de pessoas descendo era intenso. De forma unânime foram nos passando que o pico estava lotado na última noite e que o tempo estava fechado, não permitindo um bom visual e desapontando aqueles que pernoitaram para pegar o belo visual do amanhecer. 

Logo alcançamos o pico do Getúlio, onde encontramos um grupo maior que estava subindo para passar a noite, todos bem encapotados e com semblantes cansados, o que particularmente me deu uma sensação de parecer um ET por estar já com calor, só de camiseta e ainda muito animado!! Meu parceiro de trilha estava na mesma onda, muito animado e curtindo tirar fotos, o que confessou não ser muito sua praia, mas aquele momento lhe era especial. Assim como também foi. 

A parada foi rápida e já botamos o pé na trilha. Ali tiramos a dúvida final entre o Caratuva e o Itapiroca, e batemos o martelo em seguir pelo primeiro. Se houvesse tempo e pique, quem sabe faríamos o segundo também. Chegamos rápido na intersecção entre a trilha do PP/Itapiroca e o Caratuva, pegamos a esquerda e seguimos, começando uma leve descida, até alcançar o rio por onde a trilha novamente se dividia entre a amarela/branca para o Caratuva/PP e a azul que segue para o Taipabaçú/Ferraria. Seguimos pela direita, na trilha amarela. A partir dali, a subida é íngreme e graças à umidade da noite anterior estava bem barrenta e escorregadia, As cordas dispostas em pontos estratégicos foi de grande ajuda. Novamente muito trânsito de pessoas descendo e a brincadeira do 'já está quase chegando, falta só meia hora' se repetia a cada grupo que encontramos. 

Mas novamente o ritmo me surpreendeu e com 45 minutos alcançamos o topo. Paramos de cara no livro do cume e deixamos nossas assinaturas, no meio das instalações da antena UHF do local. Partimos para trás do cume, para ficar de frente para o gigante adormecido - PP - e nos deparamos com um bom aglomerado de barracas e pessoas que já estava por lá. O local estava com muita lama, provavelmente piorada com a circulação de todos. De frente o PP encoberto por nuvens e tudo ao redor era um maravilhoso mar de algodão branco. Era possível observar o acampamento base e o avançado do PP, além do acampamento do Itapiroca. Durante nosso lanche, deu tempo de descolar algumas fotos com um pouco mais de visual.

Definimos por apenas descer e encarar o Itapiroca numa próxima oportunidade. Assim, começamos a descida, com bastante cautela para evitar surpresas com escorregões e 1h45 depois estávamos na base, prontos para um refrescante lava-pés nas águas geladas da cachoeira. Muito grato por meu amigo de longa data ter me convidado e proporcionado esse belo retorno à região. O papo foi atualizado, boas lembranças e histórias e agora fica a expectativa para a próxima.

Até lá. Gandalf - Minhocas Uh Ha Ha!


Fazenda Pico Paraná - https://goo.gl/maps/EDJg2ecozWv7HS7AA
Contato: Dilson (41) 99906-5574

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Bora treinar para manter a preparação física!!! Novos desafios vêm por aí!!

 Depois de tentar muitos esportes diferentes ao longo da minha jornada, nesse clima de limitação de pandemia que vivemos até hoje, descobri uma atividade que estava muito longe de minha aspirações. Mas, por que não? Já que a minha dificuldades por altura não me limitou a fazer trilhas em montanha, bora testar o corpo?

Iniciando pelas pedalas, fui instigado a pensar no triatlo, e com um rápido teste em corrida de rua, vi que o nariz torto que vinha dessa atividade desde a época do quartel, ficara para trás. E comecei a gostar. Isso era pleno 2020, com tudo fechado e baixíssima disponibilidade de atividades. Avançando no pedal em pequenos grupos, a corrida teve que ser solo, sem parceria. Até que por fim veio a oportunidade e iniciei na natação, pela primeira vez treinando de verdade.

E com foco de realizar a primeira prova ainda em 2021, fui avançando nos treinos, na maioria solo, às vezes acompanhado, mirei num Super Sprint para fevereiro. Adiamentos seguidos e sucessivos por causa da pandemia foram adiando a estreia. Até que finalmente aconteceram as primeiras provas e a minha específica agendada para 29 de agosto. Com gana, fui aumentando o ritmo, e na minha sessão de natação do dia 23, menos de uma semana para a prova, veio a ocorrência que mudou tudo até então.

Passei mal na piscina, mas consegui voltar para casa e correr para o hospital, escapei de um infarto que poderia ter acabado bem mal. Depois de cinco dias internado, um intervenção mais invasiva, tive tempo de pensar como o time para mudar meus hábitos de forma radical e séria foi responsável por literalmente me salvar. A mudança de alimentação e o treinos me fizeram eliminar 20 quilos e muitos centímetros de circunferência abdominal, o que foi crucial para que o impacto do que aconteceu fosse menor.

Agora, a manutenção dessas atividades para mim, e também para minha família, são questão de saúde e prioridade. E o motivo de escrever isso hoje, é que a página do Minhocas da Terra precisava ser movimentada novamente e, por que não, com algum incentivo para a pratica saudável de esportes? O que aprendi é que não se pode ser saudável esporadicamente, mas sim mudar a vida, os hábitos. Regime não resolve, o que precisamos é mudar o hábito alimentar e criar o déficit calórico através de atividades regulares, não necessariamente intensas.

Isso tudo me permitiu reviver o grupo e agora com uma nova geração na bagagem, temos planos de revisar todos nossos cenários queridos, vencendo novamente limites. Ainda não consegui realizar a minha estreia numa prova de triatlo, mas deixo aqui meu compromisso de contar tudo quando isso acontecer, combinado?


Gandalf

Minhocas Uh Ha Ha

sábado, 15 de janeiro de 2022

Minhocas voltando à Ativa!!! ... E com renovação de geração!!

 Depois de um longo período de molho, quando pensávamos que poderíamos retomar o caminho das trilhas e aventuras pelas montanhas, eis que surge algo que nossa geração não havia passado. O mundo mergulha no medo e incerteza de uma pandemia. O Covid-19 vem e se espelha por todo o globo, qualquer país, qualquer população, sem olhar credo, posição social ou nível de conhecimento. E com tudo fechado, nada além do que paciência seria necessário para reaprendermos a viver em sociedade, com restrições, cuidados extras e a necessidade do RESPEITO para passarmos por tudo isso juntos.

Depois de dois anos, tudo isso ainda parece sem um horizonte para finalmente acabar, mas já temos como voltar a realizar atividades, com mais cuidados, mais consciência ainda. E nessa nova oportunidade, com as férias escolares, eu, Gandalf, e Florbela decidimos iniciar nesse delicioso e revigorante mundo de trilhas nossas netas e reviver o espírito de aventura de nossa filha para definitivamente iniciá-las no grupo do Minhocas da Terra e garantir a possibilidade de persistência do nosso grupo.




O escolhido foi o, ainda inédito pra mim, Morro do Cal, situado em Campo Largo. Para chegar, você pega a Rodovia do Café, saindo de Curitiba pelo parque Barigui, a BR 277, seguindo em direção à Ponta Grossa. Ao passar pela igreja da Rondinha, que fica a esquerda da Rodovia, preste atenção para a saída 118, que dá acesso ao viaduto para o Hospital do Rocio. Saindo pela direita, siga em frente, marcando a quilometragem para andar 6,5 km. Estará na rua Caetano Munhoz da Rocha, passe pela rotatória e seguida pela estrada de paralelepípedos. Depois virá uma parte de asfalto e sempre em frente passará para a estrada de chão. Ao concluir a distância estará numa bifurcação, marcada com uma placa indicativa para o acesso ao Morro do Cal, pela esquerda. Aí é só seguir em frente até o final cerca de 1km, é uma propriedade particular, cujo acesso é cobrado por pessoa, R$ 10,00 cada. O lugar é bem estruturado, estaciona com tranquilidade e tem um restaurante que serve buffet no final de semana, lanches e pastel. Tem banheiros bem limpos para a turma usar. Ali é um campo de pouso de parapentes de referência na região.


Com estrutura de camping, campinho e muita sinalização, há disponíveis trilhas diferentes, sendo as principais as Trilha da Tiriva e Trilha do Serelepe, mais curtas, com 1,3 km  de dificuldade nível 1, além da Trilha do Graxaim e a Trilha do Bugio, com 2,0 km, com dificuldade 3, mais íngreme e um pouco de escalada. Escolhemos a menor e mais fácil, por conta das pequenas. Como esperado, a parte do bosque estava bem úmida pelas chuvas constantes dos últimos dias. Mas, conforme nossa análise de véspera, nada de chuva desde o início da noite anterior e a previsão seria retomar após o meio-dia. Para as meninas muita novidade e uma boa dose de tensão por não entenderem como funciona todo aquele ecosistema a sua volta, como andar, como se segurar, como não cair!! Rsrsrs. 

Foi muita orientação, ajuda, mãos de apoio, mas seguiram firmes. Foram 35 minutos para alcançar o topo, com alguma reclamação de cansaço, claro, o esforço muito além de qualquer coisa que já tinham feito. Paramos para água, passamos por um declive com bastante lama, alcançamos a bifurcação onde separavam as trilhas da Tiriva e do Serelepe, escolhendo esta segunda pois tinha uma subida com cordas, e foi uma baita aventura para todos. No final dessa subida, alcançamos a estrada do trator, que logo em seguida vinha descendo e deu um sustinho em todos, que buscamos abrigo para o cantinho da estrada para dar passagem ao grandão.

Já quase no final da estrada, entramos novamente na trilha da Tiriva e fomos até o topo, onde um grupo de parapentes estava esperando a melhor rajada de vento para decolar. Vimos 6 deles decolarem e chegarem até o campo de pouso, infelizmente com pouco tempo de vôo cada, pois o vento estava muito fraco para sustentar os equipamentos no ar. Aproveitamos para lanchar, dessa vez o tradicional sanduíche de hamburguer é artesanal, produção minha mesmo. As pequenas já tiveram o acompanhamento de uma cachorra local que nos seguiu pela trilha e, lógico, experimentaram oferecer uma parte do seus sanduíches para ela, que se lambuzou e as divertiu. 



Fotos tiradas, foi hora de batizar as novatas. As pequenas ganharam os apelidos de Aventureira e Ufa, pois a pequenina não parava de repetir 'ufa, consegui' ao longo de toda subida! Já a mamãe, minha filha, recebeu o apelido de Barbie, já que se embelezou toda para a trilha, vaidosa como sempre. Depois de 12 anos, a satisfação de trazer uma nova geração para esses caminhos e quase indescritível. Orgulho, alegria, esperança. Passa um filme, já que tanta coisa  mudou no meio do caminho. A tecnologia, principalmente, agora bem mais simples de você registrar, fotografar, mapear, ficou mais fácil. O lugar também com uma estrutura excelente que me lembra em partes a Fazenda Pico Paraná, ou o Sítio do Seu Zezinho, do Morro do Canal.

Na descida, nossa Aventureira fez questão de vir à frente, aí o Vô Gandalf veio babando! De posse do meu bastando de caminhada, apesar do tênis não tão apropriado, mostrou que prestou muita atenção nas dicas e veio se apoiando direitinho, sem medo, sem reclamar de cansada. Foi contemplada com dois tombos, mas tirou de letra!! Já a pequena Ufa veio de mão dada comigo, escorregando e se pendurando na maior folia. 




Agora cabe aqui também destaque para a Florbela, que parecia uma trilheira da velha guarda, bem confortável e esbanjando o ar de experiência. A Barbie, toda preocupada com as filhas, também seguiu firme, mesmo usando apenas tênis, segurou as pontas se nenhum tombo (ahhhh). As minhas companheiras de treinos do dia-a-dia mostraram que estão em forma, tirando de letra o esforço da subida e também da descida, chegaram inteiras como se tivéssemos caminho no parque! Aí sim, meninas!!!

Confesso que foi uma experiência bem diferente, uma trilha cercado de meninas, na mesma sintonia comigo e com a natureza ao redor, curtindo aquilo da forma como curto, com paz, tranquilidade e satisfação. Foi o coroar de um bom tempo de história em trilhas, com o esporte. Renova o espírito muito, ainda mais sendo em família!! Que venham os bons tempos depois de toda essa tempestade, que possamos alcançar muitos outros morros!!! 




Gandalf

Minhocas Uh Ha Ha